Porque motivo o relógio teima em andar mais depressa quando estamos em casa? Às vezes até parece que está desesperado para que o dia termine!... Alguém me consegue explicar? É que, por exemplo, eu sinto que, apesar de acordar com muita antecedência da minha hora de entrada, acabo sempre por me atrasar uns minutinhos... E depois, quando estou no trabalho parece que o relógio abranda, abranda, abranda... Porquê? Eu só pergunto: Porquê? Sou a única a sentir isto?
Um blog sobre o dia-a-dia de Elisabete. O que lhe dá na cabeça, lhe vai na alma e tudo e mais alguma coisa.
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sexta-feira, 17 de março de 2017
quinta-feira, 2 de março de 2017
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Aquele momento em que... #61
... já passa mais do que da hora de saíres do trabalho e o teu marido te envia uma fotografia do patudo, todo contente, na varanda. "Ok, mensagem recebida; Está na hora de ir para casa."
:)
terça-feira, 13 de setembro de 2016
Aquele momento em que... #52
... ligas a alguém já perto das 15h e dão-te a entender que pensam que estiveste a dormir até agora!!! Não, meu senhor! Eu acordei às 7h, já corri na passadeira, tomei banho, comi, talvez, 4 refeições e já suei a trabalhar!!!
-.-'
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Bom dia Segunda.feira! *
E pronto, as férias de Verão já lá vão. Apesar da enooorme vontade de continuar a aproveitar o céu azul do Algarve, é tempo de regressar. As baterias estão carregadas, por isso vamos lá para mais uma voltinha.
:)
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Banana com canela
As coisas simples e deliciosas que uma pessoa aprende com a estagiária. É que, sem querer, deu-me um ensinamento bom para a Vida!
:)
sexta-feira, 15 de julho de 2016
segunda-feira, 2 de maio de 2016
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
domingo, 14 de dezembro de 2014
Jantar de Natal
Sabemos que o jantar de Natal da empresa foi demasiado bom quando ficamos sem voz de tanto cantar e no dia seguinte nos até nos dói os [pseudo] abdominais de tanto rir!
:)
Tirando as imensas dores dos pés de tanto dançar e as horas que todas ficámos a dever à cama... Fica o sentimento partilhado por todas: amizade! E gratidão por termos colegas de trabalho com quem podemos contar fora do local onde nos encontramos todos os dias, fora as horas de diversão, danças, gargalhadas... E tudo, tudo de bom!
:)
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Lixo televisivo
Não tenho por hábito exprimir aquilo que penso sobre política, futebol, religião... Enfim, temas controversos!... Não gosto de entrar em "discussões de mural de Facebook", por isso evito este tipo de assuntos. No entanto, por vezes lá faço um ou outro comentário, e, como a censura já lá vai, irei fazê-lo quando bem entender [e sempre que me esqueça desta espécie de 'regra' e/ou sempre que esteja disposta ou com vontade de 'discutir'. :) ].
No final do ano passado, uma publicação sobre o polémico 'Secret Story', abriu portas a um verdadeiro debate na minha página pessoal do Facebook e com a chegada de mais edição do programa, lembrei-me dessa conversa e decidi partilhar aqui a minha opinião.
Atenção, aqui não estão em causa os valores que programas como o 'Secret Story' podem ou não transmitir, porque, na realidade, todas as pessoas que assistem (ou [quero acreditar] a grande maioria) não estão à espera de aprender o que é o amor e/ou a amizade ao assistir aquilo, que para mim, não passa de uma grande experiência psicológica . Porém, e falo com base nas conversas que tenho com pessoas que também assistem ao 'Secret Story' [e são muitas...], vejo que, realmente, assistirem ao programa não lhes tira o interesse por outros assuntos, como política, por exemplo. Mas pelos zunzuns que tenho ouvido, existe uma opinião generalizada, uma espécie de "vês essa porcaria? Que horror! A tua cabeça deve estar, completamente, vazia; Aliás, até faz eco"! A verdade é que nem todas as pessoas que assistem ao 'Secret Story' são menos habilitadas intelectualmente. Generalizar nunca é boa ideia...
Trabalhando eu em televisão e num programa de entretenimento, não posso deixar de referir que, felizmente, hoje em dia, além dos quatro canais (que já oferecem alguma variedade), existe uma vasta lista de canais por cabo que têm como objectivo responder às exigências e gostos de todos nós.
Programas como o 'Secret Story' existem precisamente para distrair; Para distrair aqueles que não querem "respirar" apenas notícias sobre mortes, economia, política, futebol... Todos devemos estar atentos ao estado do País e, aliás, é nossa obrigação fazer isso! Agora não me venham criticar porque gosto de ver e comentar um programa que, sim, assisto porque me diverte. Sem com isso querer dizer que pretendo tornar-me igual aos participantes ou que concorde com tudo o que lá se passa, a nível de concorrentes, produção, apresentação e afins. Cada um vê o que quer e tem direito a isso. Temos liberdade para escolher o que queremos ver e ouvir.
Falando por mim, não deixo de saber mais ou menos do governo só porque vejo o 'Secret Story'. Nem estou alienada do mundo porque o vejo. Ninguém me obriga a ver e confesso que quando assisto ao programa esqueço um pouco as adversidades com que eu e todos temos de lidar diariamente. Assim como quando assisto a jogos de futebol e consequentes debates [o que eu já me ri a ver 'O Dia Seguinte', da SIC Notícias, e o 'Mais Futebol', da TVI24], ou a programas de culinária, de viagens, de história, de música, séries de médicos, de zombies ou de jovens cantores... Uns ensinam-me coisas novas, outros mostram-me coisas que nunca terei oportunidade de ver com os meus próprios olhos, outros fazem-me sentir coisas boas, outros más e até me colocam lágrimas nos olhos, outros apenas me divertem. A Televisão é assim mesmo. É uma caixinha mágica que nos dá todas estas possibilidades. E sempre podemos mudar de canal quando não nos agrada o que está a dar, não é?
Alguns críticos desta caixinha mágica costumam usar o clássico argumento de que "todos os canais são a mesma coisa". Discordo. E, mais uma vez tenho de recorrer ao meu emprego... Trabalhando em televisão sei ver que nem tudo é lixo televisivo. [E nem é preciso trabalhar na área para o conseguir ver!] Mas entendo e, acima de tudo, respeito quem não gosta de televisão. Eu também não gosto de tanta coisa... Existem pessoas que pensam que o mundo deve gostar todo da mesma coisa. Mas já pararam para pensar na seca que seria o mundo se todos fossemos iguais?
:)
Todos diferentes, todos iguais. Todos temos liberdade para opinar sobre o que queremos, fazer o que queremos, ver os programas que queremos, etc e tal. Eu cá vou continuar a consumir lixo televisivo quando bem me apetecer. Vou continuar a chegar a casa e a sentar-me no sofá para ver programas como 'My Kitchen Rules', da Fox Life, ou todas as versões do 'Say Yes to the Dress', do TLC, e todas as versões que existem do 'MasterChef', da SIC Radical, Fox Life ou até TVI...
Falta uma semana !
Uma semana para as férias ! UMA semana !
E esta a chover a potes? Não quero saber !
O País está em alerta amarelo? Não quero saber !
O estacionamento está lotado e deixei o carro quase em casa? Não quero saber !
Mais um dia de trabalho? Não quero saber !
Falta uma semana e eu não quero saber de mais nada !
:)
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Calçado Valentim
A arte de sapateiro faz parte da família Valentim há quase um século. Pedro Valentim era ainda criança quando aprendeu a fazer sapatos com o pai, que, por sua vez, também já tinha aprendido com um tio. aos 57 anos, o artesão conta com a ajuda dos dois filhos, Pedro e André, que garantem dar continuidade ao negócio familiar.
É com paixão que Pedro Lúcio
Valentim fala da arte que contagiou a família... “Antigamente, o meu pai
dedicava-se à arte, fazendo calçado para trabalhadores rurais. E aos domingos à
tarde, enquanto ficávamos em casa com a minha mãe, ele ia de porta em porta
levar as botas camponesas aos clientes”. E é entre sorrisos que recorda os
tempos de menino: “Quando saía da escola primária, ia para a oficina do meu pai
ajudá-lo. Fazia linhas, engraxava sapatos e fazia todas aquelas tarefas mais
simples que podiam ser executadas por uma criança de 7 ou 8 anos. E ele lá me
dava dinheiro para ir comprar uns bombozinhos”.
Há cerca de oito anos, a
família Valentim decidiu fixar-se no Cartaxo. E quando os dois filhos de Pedro
– Pedro e André – se juntaram ao negócio familiar, o trabalho intensificou-se.“Em
conjunto com os meus filhos, de forma muito empenhada, dou continuidade a esta
arte tão bonita que herdámos da família. O facto deles trabalharem comigo não
foi uma imposição, mas, sim, um pedido deles. Eles também têm gosto à arte e
não tenho dúvidas disso porque se assim não fosse, as coisas não corriam bem”.
Aos 57 anos, o artesão
garante que não se arrepende da profissão que escolheu: “Não estou nada
arrependido, muito pelo contrário, estou muito feliz! Apesar de também ter
passado pela agricultura, a profissão de sapateiro foi a que mais me fascinou e
continua a fascinar. Não houve nada que me fizesse mudar de ideias. E quando se
trabalha com amor e paixão, tudo corre bem”.
Pelas mãos dos membros da
família Valentim já passaram inúmeros pares de sapatos dos mais variados modelos.
“O artesão é muito complicado… Está sempre a mudar. [risos] Mas isto não é
nenhuma fábrica, por isso, a riqueza da nossa arte está, precisamente, na
diversidade de modelos que podemos fazer. E já temos calçado em todo o mundo!
Posso dizer que não há país que não tenho memória de não ter enviado alguma
encomenda… Desde do Japão, Austrália, Canadá, Brasil… Mas também acho que o
sucesso se deve ao facto de trabalharmos com grande entusiasmo e não
praticarmos preços muito elevados”.
É com um enorme orgulho
que o artesão fala dos sapatos que o ‘Calçado Artesanal Valentim’ produz: “Hoje
fazemos calçado igual ao que o meu pai fazia, mas para ranchos folclóricos,
grupos etnográficos, entre outros. Continuamos a trabalhar com matérias-primas
de qualidade tais como couro, vegetais, forros e peles de primeira qualidade e
também cortiça. O conjunto de todas estas matérias-primas permite-nos
apresentar um produto final de excelente qualidade, com conforto e design
original. Além de que todos estes produtos têm origem nacional. Nunca nos
cansamos de falar do nosso produto aos clientes; Temos, e devemos explicar, que
se tratam de produtos diferentes e de qualidade. Hoje em dia é impensável um
par de sandálias durar dois ou três anos e as nossas duram! É normal, e
aceitável, que as pessoas comprem calçado conforme os seus rendimentos, mas a
verdade é que por vezes mais vale dar um bocadinho mais e ter um par de sapatos
que dure”.
Com a ajuda dos filhos,
Pedro decidiu expandir o negócio e começou a percorrer Portugal de lés a lés,
vendendo sapatos em feiras e mercados. “Também nos dedicamos a feiras de
artesanato e/ou medievais, de norte a sul do país, onde trabalhamos ao vivo
fazendo as delícias dos apreciadores da arte e não só… Elaboramos várias obras
tais como: calçado feminino, sandálias, chinelos, malas, cintos entre outros”,
conta.
Além das feiras, a
família Valentim tem ainda um espaço físico, onde recebe os clientes e dá vazão
às encomendas que chegam de toda a parte do país e até do estrangeiro! “Temos uma
loja aberta ao público no Cartaxo, onde fazemos ainda todo o tipo de reparação
de calçado e damos assistência aos sapatos que vendemos. Ou seja, caso os
clientes tenham algum percalço, podem sempre enviar-nos os sapatos para a loja
e nós reparamos e enviamos de volta por correio. Depois contamos ainda com o
talento da minha nora Vânia [esposa do filho mais velho, Pedro] que trabalha em piro-gravura. Ela entusiasmou-se com a arte da família e tornou-se uma artesã
com grande talento”.
A arte de trabalhar o
couro sempre esteve presente nesta família. “Hoje, quase cem anos depois, já
vamos na terceira geração que se dedica a esta arte”, conta Pedro com alegria,
referindo que até já pensou como vai assinalar este marco: “Em 2017, quando
comemorarmos 100 anos de artesanato Valentim, vamos fazer uma grande festa”.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Casa Maciel
Há, aproximadamente, dois anos, Margarida Pragana deixou a carreira que tinha para se dedicar à 'Casa Maciel', a latoaria da família que abriu portas em 1798. Aos 36 anos, Margarida representa a 7ª geração da família, sendo a única mulher até hoje a tomar as rédeas do negócio. A residente de Lisboa garante que existe uma certa magia na loja que a impede de virar as costas ao negócio e que através das conversas que tem com os clientes e antigos funcionários, conheceu o avô paterno, com quem nunca teve o privilégio de estar.
Apesar de já ter recebido inúmeras propostas de trabalho, vindas até do estrangeiro e que lhe dariam uma estabilidade económica muito maior, não se arrepende da decisão que tomou: "Nunca me interessei por candeeiros; faziam parte da história da família, mas não lhes ligava nada. Quando comecei a vir para a loja e comecei a ouvir as histórias dos clientes, apaixonei-me pelo legado que o meu pai me deixou. Se fosse pelo dinheiro não estaria aqui, mas agora já não quero sair porque não consigo deixar a 'Casa Maciel'. Os Pragana têm uma certa magia que faz com que aqueles que fiquem à frente da loja não consigam virar as costas ao negócio".
Nas paredes repletas de lanternas estão cravadas histórias que contadas pelos clientes mais fiéis e antigos, como por magia, fizeram com que Margarida conhecesse o avô paterno que faleceu antes dela nascer. "A maior lacuna da minha vida é não ter conhecido o pai do meu pai... Mas ele deixou-me a 'Casa Maciel' e com ela um bocadinho de si. Hoje posso dizer que tenho muitas saudades do meu avô... e nunca o conheci!... E quando tenho aqueles dias menos bons e vou a baixo, peço ao meu avô para me ajudar e a verdade é que sinto que no dia seguinte acordo com outro ânimo".
Quem passa pela 'Casa Maciel' além de ter a oportunidade de contemplar peças cujos moldes datam mais de duzentos anos, pode ainda usufruir da simpatia e boa energia que os Pragana transmitem e que aquece o coração de qualquer um. E, por esse motivo, Margarida confessa o desejo de que o negócio permaneça na família: "Acima de tudo o que me agarra à 'Casa Maciel' são as histórias. Por vezes dou por mim a pensar: Como é possível? A minha ambição era outra... Hoje amo aquilo que faço e quero ficar lá até que as forças me faltem. Não fazia sentido ir outra pessoa para a loja... Eu estava lá como filha e hoje tenho um amor incondicional à 'Casa Maciel' e luto todos os dias para que passe para outra geração. Eu digo sempre que não nascemos todos para ser doutores e que nunca se sabe o que o futuro nos reserva. Mas se tivéssemos de trocar de donos ficaríamos muito tristes. São muitos anos, muitas histórias... Já conheci tantas pessoas que não conhecia mas que fazem parte de mim, da minha história... Como privilegio os valores humanos, considero que a maior crise que estamos a atravessar é a de valores e não a económica. Nunca fui má pessoa, mas desde que estou na 'Casa Maciel' sinto que me tornei uma pessoa mais solidária, mais tolerante...".
Morada:
'Casa Maciel'
Rua da Misericórdia, 63 - 65,
1200 - 271 Lisboa
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Um amor em tempos de guerra
Depois de um namoro de quatro anos, J. e J. casaram por procuração a 9 de Setembro de 1962. Na altura, a guerra do ultramar estava no auge e J. recebeu ordens para embarcar para Angola. Completamente apaixonada, J. encheu-se de coragem e foi com o marido para África, onde permaneceu durante dois anos e foi mãe pela primeira vez. Hoje, 52 anos depois, o casal continua unido, apaixonado e é com carinho que recordam o início de uma vida a dois.
Foi na infância que J. e J. se cruzaram pela primeira vez, mas só anos mais tarde o destino os juntou. "A primeira vez que me propôs namoro, recusei. Mas, num baile de Carnaval, eu estava de cara tapada e ele veio ao pé de mim, começámos a dançar e ainda hoje ele diz que me reconheceu pelos pés! [risos] Alguém lhe deu a dica que era eu e a partir daí nunca mais nos largámos", recorda J.
A relação amorosa não era vista com bons olhos pelo progenitor da adolescente. "O meu pai queria que eu tirasse um curso superior e não queria nada de namoros. Quando soube de tudo, deu-me um grande sermão. Até que um dia viu-me com o J. na estação de comboios e desde daí, passou a ir-me buscar à estação todos os dias! Mas eu não deixei o J. e juntos arranjámos uma forma de nos encontrarmos todos os dias", conta, ao que o companheiro acrescenta: "Ela ia de comboio para Setúbal todos os dias, de manhã cedo, e eu trabalhava no banco, no Montijo e só entrava às dez. Como ela mudava de comboio no Pinhal Novo, eu também passei a apanhar o comboio e quando chegávamos ao Pinhal Novo, ela seguia para Setúbal e eu voltava para o Montijo. Era a única forma de estar com ela... E durante os quatro anos de namoro, só estávamos juntos uma hora por dia!".
O casamento acabou mesmo por acontecer a 9 de Setembro de 1962. "Para me casar foi necessária a autorização do meu pai e para o convencer, pedi ajuda ao padre! [risos] Foi assim que consegui casar por procuração. Mas fomos à igreja e tudo! Eu estava muito feliz... Um dos irmãos do J. foi no lugar dele e a minha ideia já era ir com ele para Angola", confessa J.
Na altura, a guerra do ultramar estava no auge e a mobilização acabou por chegar. Foi através de um telegrama que J. informou a esposa que chegava a Lisboa num dia e partia no dia seguinte para África. J. ficou a matutar no assunto e falou com o pai: "Disse-lhe que ia tentar ir para Angola com o J. e ele disse-me que já sabia que eu ia conseguir o que queria". E assim foi!
A lua-de-mel acabou por ser a bordo do 'Niassa', na viagem que uniu os dois continentes. "Ficámos juntos no camarote e chegámos felizes a Angola", afirma J. Já no continente africano a guerra não amedrontou J.: "Eu nem pensava nisso!... A minha alegria era tanta de estar junto dele... Era uma paixão! Eu acho que ele é mesmo a minha alma gémea. Somos o oposto, mas completamo-nos".
Foi a 23 de Novembro de 1964 que o casal voltou a pisar terras lusas. Mas não vieram sozinhos... Com eles trouxeram o filho que nasceu em Luanda, a 9 de Agosto de 1963, e a quem deram uma irmã alguns anos mais tarde. Hoje, o amor que uniu J. e J. multiplicou-se e já os contemplou com cinco netos e três bisnetos.
J. e J. recordam com ternura o amor que viveram em tempos de guerra. E além dos diversos episódios que ficaram na memória do casal, guardam com carinho diversas fotografias, cartas e até telegramas que testemunham os tempos de namoro e o amor que os une até hoje. Aos 71 anos, J. confessa que ainda ama J., de 73. "Felizmente ainda somos apaixonados", diz, ao que o cônjuge acrescenta: "Sou de uma época em que se escreviam cartas de amor; Escrevi centenas de cartas para a minha mulher... O meu amor é sincero e verdadeiro e gosto da minha mulher como gosto, mas sem lamechices! [risos] Não me esqueço que só na segunda ou terceira tentativa é que ela cedeu e aceitou namorar comigo!... E foi até hoje!". Apaixonado, o casal garante que ficará junto até que a morte os separe...
terça-feira, 1 de abril de 2014
Três anos de aprendizagem
Trabalhar em comunicação não é fácil. Na minha opinião, só pessoas com uma forte personalidade é que trabalham nesta área. E não é fácil lidar com feitios tão diferentes e, por vezes, até algo inconstantes... Valham-nos os day off para repor energias e equilibrar a nossa sanidade mental.
:)
Há três anos que faço parte desta trupe e tenho de admitir que mudei. Aliás, mudei tanto que até algumas amizades que julgava 'eternas', estranharam e afastaram-se... Hoje estou consciente e posso afirmar que sou uma pessoa melhor. É certo que ainda tenho muitas arestas para limar [quem não as tem?], mas também é verdade que hoje sou uma pessoa mais calma, que sabe ouvir [são muitas histórias de vida que me entram pelos ouvidos :) ], aprendi a valorizar os afectos e a minha terra natal, e tornei-me fã do silêncio, da tranquilidade e da paz interior. Pronto, pronto, também me tornei um pouco hipocondríaca [lá está, são muitas histórias de vida!] e mais chorona, mas tudo tem o seu lado bom e mau, né?
:)
E toda esta transformação só foi possível graças, não só ao rumo que a minha vida tem tido e ao tipo de trabalho que faço, como a todos os colegas com quem estou diariamente e com quem partilho dias de sol e momentos de tempestade. A eles, um OBRIGADA do fundo do coração. Obrigada por terem acreditado que era possível uma miúda entrar neste barco e por tudo o que me ensinaram. Obrigada pelo vosso contributo na minha vida e por, directa ou indirectamente, me terem tornado na profissional que hoje sou e numa pessoa melhor. Uns pensam que sou demasiado ingénua, outros consideram-me uma seca ou até irritante, outros acham-me divertida, outros dizem que dou luz à redacção e outros têm-me no coração. Porém, todos são importantes e todos sabem que para mim, os afectos, os sentimentos, o amor, o carinho e todas essas coisas boas são, sem dúvida, o mais importante de tudo! [Um dia o mundo ainda vai ser cor-de-rosa! :) ] Afinal de contas é tudo isso que aquece o nosso coração e nos coloca aquele brilho no olhar e um sorriso nos lábios.
Obrigada por estes três anos.
A minha equipa bomba!
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Que dia é hoje?
Há dias que parecem dois dias. E existem semanas que valem por meses! Ainda há pouco tempo partilhava com as colegas que, às vezes, parece que de manhã é um dia e depois do almoço já estou noutro, completamente, diferente, tal é a azáfama. E esta semana, upaupa puxadote, que confusão que vai nesta cabecinha pensadora... Aniversários, reportagens, afilhado, presentes de Natal, viagem para o Algarve, mete dias de férias, adianta trabalho... Uiii! Depois de segunda e terça, a folga de quarta até soube a fim-de-semana!... E o dia de ontem já me parecia sexta!! Hoje, sexta-feira, o volume de trabalho diminui e na minha cabeça é segunda. Ahhh... Estou a precisar de dormir!
:-\
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Querido Pai Natal
Este ano gostava de receber um botão de tele-transporte! Dava-me cá um jeitaço para estar com a família e amigos diariamente, para não perder horas de vida em filas de trânsito ou em viagens na auto-estrada, para evitar os meus queridos amigos aviões e até para questões de trabalho...
UpaUpa !!
:)
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Juntos até ao fim
Adoro histórias de amor. Adoro entrevistar casais ou pessoas que tiveram o privilégio de partilhar a vida com um grande amor. Adoro ouvir os conselhos que dão, os segredos para manter uma relação amorosa durante tantos anos e ouvir as doçuras e travessuras que a vida lhe proporcionou. E quando tenho a oportunidade de juntar esta minha paixão com o trabalho, tudo se torna muito mais fácil...
:)
Ficam aqui alguns excertos de duas das histórias que, recentemente, me encheram o coração:
A história de amor que F. e E. partilham já conta com 50 anos e ambos garantem que vão ficar juntos até ao fim. "Quero ficar com o meu marido até ao fim, mas ainda gostava de viver uns bons anos de mãos dadas... Nunca lhe disse, mas gosto muito dele. Por vezes, agarro-o e digo-lhe: "O que nós já passámos na vida... És o meu velhote". E depois dou-lhe muitos beijos", confessa E. com carinho, ao que o companheiro acrescenta: "Espero que fiquemos juntos até ao fim porque já não vejo outro fim!... Se iremos um de cada vez ou os dois juntos, só Deus sabe, mas desejo que fiquemos sempre juntos. E se formos separados em vida, já temos encontro marcado no outro lado".
--
Um ano e meio depois de ter perdido a filha, F. tornou-se cuidadora do marido, depois deste ter sofrido um acidente de viação que o deixou paralisado do peito para baixo e de lhe ter sido diagnosticada bronquite crónica obstrutiva. Durante 13 anos e meio, C. esteve acamado e para que o cônjuge tivesse uma vida digna, F. montou um autêntico quarto de hospital em casa e passou a viver só para ele. Viúva há um ano e meio, a sexagenária garante que é incapaz de ocupar o lugar deixado vago pelo marido. F. mantém o quarto de C., exactamente, igual, tendo apenas dispensado algumas máquinas, como a cadeira de rodas. "Os médicos consideravam-me uma heroína, mas eu sempre disse que o meu marido é que foi um verdadeiro herói. Não me arrependo de nada do que fiz e, se ele voltasse para este lado, fazia tudo na mesma", garante, afirmando com convicção: "Ele sempre me tratou bem. Só a morte nos separou e, mesmo assim, ele ainda está sempre aqui dentro do meu coração e da minha cabeça. Estou sempre acompanhada. A vida continua e tenho de andar para a frente. Tenho de fazer a minha vida e só Deus sabe quando me chama. Mas uma coisa é certa... Casámos, casámos para sempre".
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