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quinta-feira, 28 de abril de 2016

O dinheiro, o dinheiro, o dinheiro

Sempre o dinheiro!
GRRR

Li algures, não me recordo bem onde, que nos matamos a trabalhar para, lá está, ter dinheiro, mas quando nos falta saúde, não temos dinheiro para nos tratarmos! E isto é tão, mas tão verdade... Infelizmente, basta olharmos à nossa volta para constatarmos tal realidade; Quantas pessoas se descuidam com os cuidados dentários, por exemplo? "Logo vou tirar o dente do siso", "Dói-me o dente, mas não deve ser nada; Isto logo passa", até que o dente se parte e é um trinta e um!... Quantas pessoas adiam as idas ao oftalmologista mesmo tendo plena consciência que não estão a ver em condições? Quantas pessoas se sentem perdidas, incapazes de lidar com o stress e não podem procurar ajuda nem psicólogo ou num terapeuta adequado devido ao elevado preço das consultas? E até, quantas pessoas evitam ir às urgências para não gastar mais dinheiro? Quantas pessoas não fazem exames com regularidade como é indicado por todos os especialistas? E quantas mulheres adiam as idas ao ginecologista? Quantos problemas de saúde poderíamos evitar caso houvesse dinheiro para fazer tudo certinho e direitinho? Quantas vidas podiam ser salvas? 

O acesso à saúde será sempre um assunto delicado e polémico. Mas, e se pensássemos no nosso dia-a-dia: Quantos de nós gostávamos de mudar de casa e não o fazemos porque não temos dinheiro para tal? Ou trocar de carro, por exemplo? Quantos de nós gostávamos de viajar e não o fazemos porque não temos dinheiro para tais aventuras? Ou simplesmente para ir jantar fora naquela data especial, comprar aquele presente de aniversário que o/a filho/a tanto pedem ou até têm os trocos tão contados que não podem sequer comprar aquele doce que a criança pede no supermercado? 

São situações destas que nos dão que pensar e repensar e dar voltas e voltas na cama antes do sono chegar. Oh, se dão!... Estaremos mesmo a dar importância ao que realmente importa? Mas afinal, o que é que tem mais importância? 

Imagem retirada do Facebook 'Sou Mochileiro'

sexta-feira, 15 de abril de 2016

As moedas de 1 e 2 cêntimos

No outro dia, ao almoço, na hora de pagar, decidi ver-me livre de todas as moedinhas de 1 e 2 cêntimos que se vão acumulando na carteira. Qual não é o meu espanto quando o empregado de balcão começa a reclamar porque eu lhe tinha dito que tinha muitas moedas e afinal eram todas moedas de 1 e 2 cêntimos. 
- "Já viu o trabalho que os colegas vão ter ao fazer a caixa no final do dia?", perguntou-me. 
- "Já viu o peso que eu tenho de carregar ao ombro todos os dias por causa dos preços loucos de 98 e 99 cêntimos?", respondi-lhe. 
- "Pois, pois; Tem razão."
- "Se as moedas de 1 e 2 cêntimos existem nas nossas vidas temos de conviver com elas."

Era só que me faltava que não aceitassem um pagamento de 30 cêntimos em moedinhas de 1 e 2 cêntimos! O certo é que após esta situação, decidi livrar-me rapidamente das moedinhas mais pequeninas que tinha em casa. Acredito que todos nós vamos acumulando moedas destas com o passar do tempo; Ou colocamos no móvel da entrada, ou damos aos miúdos que guardam nos respetivos mealheiros, ou até nós próprios arranjamos mealheiros para esse efeito, uma vez que, lá está, é uma chatice andar com aquilo tudo na carteira e/ou nos bolsos [que é o nosso caso, cá em casa]

Assim, decidi abrir os mealheiros que por aqui tínhamos. Não ficámos ricos, longe disso. Mas como o homem me anda sempre a cravar trocos para a máquina do café lá do trabalho, arregacei as mangas e resolvi esse problema. Agora em vez de mealheiros no móvel da entrada, existe esta preciosidade lindinha: 

#homedetails

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O ano novo

O dinheiro pode ajudar a ter o telemóvel xpto, o guarda-fato desejado, um exterior mais bonito, uma boa casa e um carro de sonho, entre outras coisas... Pode ajudar a ter uma qualidade de vida melhor e até uma morte mais confortável, mas nunca nos dará aquilo que, realmente, é mais importante: o verdadeiro AMOR! Esse sim, pode fazer-nos acordar todos os dias com os olhos brilhantes e um sorriso nos lábios. Que neste novo ano que todos temem, por causa das carteiras menos cheias e das contas bancárias pouco recheadas, TODOS aprendam a dar o devido valor aos AFECTOS. Por isso, eu digo, sem medos, BOM 2013! 
SEJAM FELIZES*

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

As três irmãs

De volta para Lisboa depois de tres dias no paraíso (Zmar), vou pela Estrada Nacional de modo a poupar o dinheiro das portagens.

Na hora do almoço, paro no clássico restaurante à beira da estrada para comer o tradicional frango no churrasco. Rodeada de emigrantes, olho para a frente e deparo-me com a seguinte imagem:

Fotografia de Elisabete Paulos Ribeiro

Só depois reparei que o restaurante se chama "As três irmãs". Confesso que andei em busca das três senhoras mas só consegui ver duas delas. A sensação que tive é a mesma que temos em crianças quando nos falta apenas um cromo na caderneta.

@ Restaurante "As três irmãs", Grândola