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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

"Tu consegues!"

Hoje depois de um longo desabafo com uma colega de trabalho, cheguei ao carro e deparei-me com um Mercedes "colado" ao meu humilde Renault Clio. Eu, pouco experiente em estacionamentos inclinados [confesso!], entrei logo em modo parafuso. Perguntei a um camionista, que estava por perto, se conhecia o dono do tal Mercedes, mas ele não sabia. Porém, ofereceu-se para me ajudar a tirar o carro, dando-me lições sobre pontos de embraiagem e travões de mão!!! A minha colega, protectora e preocupada [como sempre], esperou por mim. Se eu disser que às tantas já era eu a gritar "Não consigo!" e eles os dois do lado de fora a responder: "Tu consegues!"... Não estou a mentir!!! Foi mesmo isso que aconteceu. Eu, sozinha dentro do carro, pernas a tremer, pés ainda mais tremeliques, garganta afinada, cabeça a mil, olhos focados no carro da frente (que parecia estar cada vez mais próximo!)... Enchi-me de coragem. Enfrentei um dos meus maiores medos (partir o meu carrinho que tanto estimo). E consegui. CONSEGUI! E que bem que me soube. Como é que uma coisa tão insignificante pode ter tanta influência na vida de uma pessoa e estar tão relacionada com a conversa que tinha tido há minutos? É incrível o impacto e a força que um "Tu consegues!" [Ok, no meu caso foram vários :) ], tem numa pessoa...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Os 100.000 km da Zeza

Hoje foi um dia importante para a Zeza (o meu carro). Ela tornou-se madura.
:')
Mais de metade dos 100.000 km foram feitos juntas. Já lá vão uns aninhos que fazemos parte da vida uma da outra e o meu amor por ela nunca diminui.
:)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Zeza

Lembro-me do dia em que te vi pela primeira vez. Eras, nada mais nada menos, que um Renault Clio que estava sujo e tinha rádio de cassetes! Pensei: "Mas que raio de carro de 2005 é que tem um rádio de cassetes?". Fascinada pela tua versão seguinte, rejeitei-te. Chorei no dia em que soube que irias ser tu o meu carro. Lamentei, e por vezes ainda lamento (confesso!), não poder escolher a tua cor, os teus estofos, entre outras coisas que teimava que tinham de ser à minha maneira. Dei-te o nome de Zeza, não só pela matrícula, mas porque queria que fosses diferente dos outros carros e não tivesses nome de menino. Com o tempo conquistas-me e, a verdade, é que já lá vão três anos desde do dia em que te conduzi pela primeira vez e tu nunca me desiludiste. Contigo partilhei emoções, sorrisos, choros, gritos, desabafos, risos, sentimentos, fofocas... Só tu me ouves cantar com alma e coração e não reclamas dos meus desafinos. Nunca escondi a ninguém que te amo e isso vê-se nos cuidados extremos que tenho contigo. Nestes últimos três dias em que adoeceste e ficaste no hospital, nem imaginas a falta que me fizeste e o que sofri com a tua ausência. Esta manhã acordei com uma enorme alegria só porque te ia buscar. E ao regressar contigo para casa fiquei com a certeza que todos os euros que deixei na oficina valeram a pena. 

:)


domingo, 28 de agosto de 2011

Estação de serviço de Grândola

Chego à estação de serviço. Não hà lugar para estacionar logo à porta e tenho de dar a volta para estacionar mais longe. Estou à espera que o bruto Audi preto novo em folha saia e ceda o lugar para o meu humilde Renault Clio quando... um Mercedes, igualmente novo, conduzido por um senhor de idade nada cuidadoso, bate no Audi preto. Insatisfeito o Mercedes chega à frente e, novamente sem atenção, faz marcha atrás e só não bate outra vez no Audi devido aos berros das pessoas que o alertam para a situação. E eu a assistir incrédula a todo este filme em primeira fila. Estaciono e, por precaução, só abandono o meu humilde Clio depois de ambos os condutores dos carros luxuosos estarem bem longe.