Depois de ontem me teres roubado horas do meu sono de beleza, hoje abandonaste-me. Sim, sim. Eu obriguei-te a aceitar uma imensidão de músicas. Tu decidiste irritar-me. Chamei-te nomes e adormeci sem saber se estavas vivo ou morto. Pela manhã deste-me uma enorme alegria. Afinal tinhas sobrevivido. Só precisavas de bateria. Durante o dia de trabalho, enquanto carregavas, recordei o susto da noite anterior e voltei a ofender-te. E tu que fizeste? Decidiste não me acompanhar até à Covilhã! Mas agora, depois duma viagem de quatro horas de autocarro sem música, acho que mereço o teu perdão e que podemos deixar as zangas para trás das costas.